Especialista em gênero faz diagnóstico da violência contra a mulher em Teresina

A intenção é que um olhar externo e extremamente especializado leve excelência às políticas públicas para a mulher da Capital

Especialista em gênero faz diagnóstico da violência contra a mulher em Teresina (Foto: Divulgação)
Especialista em gênero faz diagnóstico da violência contra a mulher em Teresina (Foto: Divulgação)

A socióloga, pós-doutora em Gênero pela Unicamp, Wânia Pasinato, está prestando à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para a Mulher (SMPM) uma consultoria financiada pelo Banco Mundial. Em Teresina, a socióloga tem apresentado um diagnóstico da violência e avaliado os serviços da SMPM.

Pasinato fez uma análise de todos os projetos da SMPM e da rede de atendimento à mulher. A intenção é que um olhar externo e extremamente especializado leve excelência às políticas públicas para a mulher de Teresina.

“O objetivo é avaliar e poder contribuir com os projetos que estão em desenvolvimento dentro da Secretaria, utilizando para isso os resultados do diagnóstico. Pretendemos incorporar a perspectiva de gênero em todos os programas desenvolvidos e a intersertorialidade”, explicou a especialista.

Dados

Segundo dados do Instituto Maria da Penha, que realizou uma Pesquisa de Condições Sócioeconômicas e Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em 9 capitais do nordeste, 74,2% das teresinenses possuem ensino médio completo, superando a média do nordeste de 65,9% e a nacional de 70,8%.

Apesar das mulheres terem melhor nível de escolaridade que os homens (68,8% dos homens teresinenses possuem ensino médio completo), as mulheres são minoria na força de trabalho, pois 78% delas estão ocupadas enquanto 82,8% deles exercem atividade, e o salário mensal das mulheres é menor. As mulheres ganham em média R$1.368,05 e eles 1.618,54.

As estatísticas também apontam que 77,8% da população feminina é negra ou parda e 81,97% das teresinenses já ouviram falar muito na Lei Maria da Penha.