Líder da diversidade tucana no Piauí se posiciona a favor de Haddad no segundo turno

Líder da Diversidade Tucana, segmento LGBT do PSDB, se posiciona por voto em Haddad no segundo turno

André Santos, presidente da Diversidade Tucana, segmento LGBT do PSDB, se posicionou nesta quarta-feira, 10 de outubro, pelo voto em Fernando Haddad no segundo turno.

Presidente da Diversidade Tucana no Piaui vota em Fernando Haddad
Presidente da Diversidade Tucana no Piaui vota em Fernando Haddad

André, que foi candidato a deputado federal nessas eleições, afirma que a decisão é sua e que foi tomada com base em toda a sua luta e militância pelo segmento LGBT. Com 15 anos de filiação, afirma também que será a primeira vez que votará no PT e que será oposição ao presidente eleito, assim como será oposição ao governo do estado.

André recebeu apoio de grandes líderes LGBT’s do PSDB durante sua campanha, como o Prefeito de Lins, Edgar Sousa, o primeiro prefeito homossexual assumido do partido e o ativista Beto Paes.

O diretório regional do PSDB no Piauí ainda não tomou uma posição, após o diretório nacional anunciar que manterá a neutralidade. O ex-candidato a governador, Luciano Nunes se posicionou a favor de Jari Bolsonaro. André afirma que sua posição pelo voto no petista não é um enfrentamento ao partido ou aos seus líderes e sim uma posição de sobrevivência. E reafirma seu apoio ao ex-candidato Luciano Nunes e compreende sua posição.

Leia na íntegra o comunicado:

Essas eleições estão sendo muito difíceis, nossa recente democracia vem se mostrando frágil e vulnerável à vontade de quem quer destruí-la. Estamos sendo colocados a escolher entre o ruim e o aterrorizante. Chegamos a um ponto de polarização em que o país se encontra cheio de ódio, rancor e medo do pior. Tenho 15 anos no PSDB, sempre estive à disposição do partido para o que foi preciso. Com candidatura, com apoio, mas acima de tudo, na militância do dia a dia. Venho me dedicando à social democracia por acreditar que ela é o melhor caminho para minha cidade, meu estado e meu país. Encontro-me em um momento de lutar pela minha sobrevivência, ser LGBT no país que mais nos mata não é fácil e ver a ameaça fascista tomando de conta do país, recebendo quase 50 milhões de votos nos deixa temerosos sobre o que nos espera para o futuro. Tenho 30 anos de idade e nunca apertei 13 em uma urna. Mas é chegada essa hora, pela minha sobrevivência, pelas mulheres, pelos negros, pelos companheiros LGBT+, nesse segundo turno votarei em Fernando Haddad. O outro candidato representa o que tem de mais atrasado e perigoso e coloca nossa democracia em jogo. Voto, mas voto com receio e consciência, não é um voto de aprovação ao PT, é um voto contra o Bolsonaro. Sou e serei oposição ao governo eleito, seja qual for, mas espero que a democracia, a justiça social e os direitos humanos prevaleçam. Somos resistência e persistência.

André Santos.

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