Simepi fiscaliza hospital de Floriano e constata precarização

Sindicato esteve em hospital de Floriano e constatou condições precárias de atendimento

Em resposta ao resultado da Assembleia realizada no dia 14, os médicos servidores públicos do Hospital Regional Tibério Nunes, em Floriano, realizam paralisação nos dias 20 e 21 de setembro. Estão mantidos os atendimentos de classificação Vermelha, Laranja e Amarela. A diretoria do Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí (SIMEPI) esteve conferindo in loco a realidade do hospital, confirmando a precariedade da saúde pública no município e as difíceis condições de trabalho dos médicos e demais profissionais.

Sindicato esteve em Floriano

Denúncias sobre a falta de macas e cadeiras de rodas para o atendimento realizado pelo SAMU, muitos pacientes nos corredores, repousos médicos masculinos e femininos sem adequações devidas, sala de tomografia com equipamento quebrado, mas com um novo comprado, porém não instalado e com o hospital realizando tomografias em unidades privadas, atrasos salariais e acordos não cumpridos foram apenas algumas constatações feitas pela diretoria.

Na manhã de ontem (20), foi divulgado equivocadamente que a Paralisação de Advertência dos médicos da cidade de Floriano (PI) havia sido suspensa. Porém, o SIMEPI comunica que o movimento se estenderá até hoje (21), como planejado. O Superintendente de Assistência à Saúde da SESAPI, Secretaria Estadual de Saúde, Dr. Alderico Tavares, entrou em contato com o presidente da entidade, Dr. Samuel Rêgo, para abrir um canal de comunicação entre as partes a respeito das reivindicações e denúncias feitas pelos profissionais do Hospital Regional Tibério Nunes. Contrariando as informações repassadas aos veículos de comunicação por parte do Diretor-Geral do hospital, Edmar José de Figueiredo.

“A população precisa de condições dignas de um bom atendimento aqui em Floriano, assim como todos os profissionais de saúde de estrutura para prestar o seu serviço. Essa paralisação é apenas para alertar os gestores sobre a realidade, muito diferente do que vem sendo divulgado”, conclui Samuel Rêgo, presidente do SIMEPI.

 

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